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Empresas de TI garantem expansão do setor de serviços durante crise, aponta IBGE

Postado em: 26/08/2011, às 18:52 por Gabriela Stripoli

Mesmo com a crise financeira mundial, desencadeada no fim de 2008 e que se estendeu pelo primeiro semestre do ano seguinte, o setor de serviços não financeiros registrou crescimento em 2009, de acordo com a Pesquisa Anual de Serviços (PAS 2009), divulgada nesta sexta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Naquele ano, havia 918,2 mil empresas do ramo, mais do que as 879,7 mil registradas em 2008.
O bom desempenho do setor, segundo o IBGE, é atribuído ao crescimento das companhias de serviços de TI. De acordo com o estudo, em 2009, as empresas de serviços de informação e comunicações foram responsáveis pela maior parte da receita do setor, tendo movimentado R$ 214,4 bilhões – 28,8% do total.
O setor como um todo, de acordo com a da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicações (Brasscom), registrou aumento de 3,9% no faturamento no período, passando de US$ 59,1 bilhões para US$ 61,4 bilhões. "Tradicionalmente, quando observamos a curva de crescimento do PIB, não existe uma correlação direta com o setor de TI", explica Antonio Gil, presidente da Brasscom. Isso porque, segundo ele, as empresas exploram alternativas de TI para diminuir custos, controlar melhor os gastos e administrar corte de pessoal, primeiras medidas tomadas durante períodos de recessão.
Na avaliação de Gil, o crescimento poderia ter sido maior se as empresas de TI não tivessem sido obrigadas a reduzirem suas margens. Segundo ele, diversas empresas tiveram – e tem – de disputar os poucos profissionais qualificados existentes no país, o que elevou significativamente os salários e, por consequência, a folha de pagamento das empresas. "De dois a quatro anos, houve um ganho real nos salários dos profissionais de TI. Para reter o profissional, é preciso que ele ganhe mais, impactando diretamente nos rendimentos das empresas", explica.
De fato, de acordo com o IBGE, no segmento de empresas de serviços de informação e comunicações, a atividade de tecnologia da informação foi a que reuniu o maior número de empresas (67,3%), de pessoas ocupadas (49,6%) e do total de salários, retiradas e outras remunerações (50,1%). Já a atividade de telecomunicações, caracterizada por empresas de grande porte e intensivas em capital, foi responsável pela maior parcela da receita operacional desse segmento (59,7%), maior média de pessoal ocupado por empresa (43%, enquanto a média do grupo é de dez pessoas por empresa), o maior salário médio mensal (6,9 salários mínimos, contra uma média de 5,8 salários mínimos do segmento) e a maior produtividade (R$ 396,6 mil).

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