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Com 'pés no chão', indústria do WiMax busca novos modelos

Postado em: 26/09/2007, às 20:49 por Samuel Possebon, de Chicago

As primeiras impressões de quem chega pela primeira vez ao WiMax World 2007, principal encontro da indústria de WiMax, que acontece esta semana em Chicago, nos EUA, é que não existe nenhum entusiasmo irracional (ou "hype", como preferem chamar os americanos) em torno das maravilhas da tecnologia, nem a esperança de que ela resolverá todos os problemas do acesso banda larga.

Pelo contrário, os discursos são, hoje, muito mais no sentido de combinar o WiMax com outras plataformas wireless de alta velocidade, como HSPA, LTE e UMB, do que confrontá-las. Uma coisa parece certa: o que os entusiastas do WiMax buscam é mais do que uma nova tecnologia de acesso banda larga wireless. O que se busca é a tecnologia certa para um ambiente em que a palavra chave é conectividade.

Assim, WiMax não é vendida aqui em Chicago como a única forma de entregar voz, internet móvel ou vídeo. "Não é só de celular que estamos falando. Temos que olhar para os outros dispositivos que também podem ser conectados. O objetivo é levar a internet para um novo lugar, não levar o celular para a internet", disse Atish Guda, vice-presidente da Xohm, braço da Sprint Nextel para o desenvolvimento do mercado de banda larga wireless.

Entre os novos lugares, todos citam as aplicações machine-to-machine e people-to-machine, ou seja, as aplicações que permitem a dispositivos estarem conectados entre si e o acesso das pessoas a estes dispositivos, de maneira remota. Isso parece ser a essência do que se enxerga como WiMax hoje, pelo menos até esse momento do evento.

A razão para o pouco "hype", que tanto caracterizou outros eventos de tecnologia que este noticiário costuma acompanhar é essencialmente econômica, como bem colocou Philip Marshall, vice-presidente do Yankee Group: enquanto aplicações como SMS rendem US$ 313 por Mbyte de dados transferidos, o serviço de acesso à internet rende muito menos: US$ 0,05 a US$ 0,10 por Mbyte de dados transferidos. Pouco, mesmo se comparado ao serviço de voz, que rende apenas US$ 0,7 por Mbyte.

Ou seja, vender uma tecnologia apenas pela sua possibilidade de acesso à internet, ainda mais considerando que outras tecnologias wireless fazem a mesma coisa, parece não ser o mais inteligente do ponto de vista dos negócios.

Ainda mais considerando que para serviços de acesso a dados, 52% dos custos passam a ser de infra-estrutura, e que a maior parte das pessoas acessa a internet de casa e do trabalho, onde já há muita oferta fixa de acesso.

Sem briga

O melhor exemplo de que talvez a discussão sobre "qual tecnologia é melhor" tenha sido um debate "WiMax e 3G HSPA/LTE". Até mesmo a Ericsson, que já disse não se interessar pelo desenvolvimento da tecnologia WiMax, tinha um discurso integrador: Martin Ljungberg, diretor de relações com a indústria e governos, disse que mesmo a empresa tendo decidido não produzir equipamentos de WiMax, "não quer dizer que não vamos participar dos debates e nem participar da oferta de serviços".

Jerold Givens, gerente geral da área de infra-estrutura wireless da Texas Instruments, diz olhar para as duas tecnologias tendo em vista que se o HSPA deve liderar o cenário por conta da escala atual, o WiMax tem muito espaço para inovação e novos modelos de negócios. A Qualcomm, que não é das maiores entusiastas da tecnologia WiMax, também diz acreditar em múltiplas plataformas para a oferta de serviços.
Para Samir Khazaka, diretor de marketing tecnológico da empresa, "o negócio está em prover muitas redes para muitas aplicações, seja para telefones e laptops ou outros dispositivos" Ele acredita que WiMax entrará como uma plataforma para as grandes redes WAN. "As tecnologias têm que estar ligadas ao orçamento, e como o custo das infra-estruturas é muito semelhantes, seja para HSPA ou WiMax, ficando a diferença apenas no terminal do usuário, tudo depende do objetivo final da rede."

Para Mo Shakouri, vice-presidente de estratégia da Alvarion e vice-presidente de marketing do WiMax Forum, tudo é uma questão de o que usar e quando usar. "Da perspectiva da indústria, há muitos modelos diferentes. Queremos apenas fazer um modelo que dê dinheiro para o operador."

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