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Precisamos evoluir a conversa sobre o 5G

Postado em: 26/09/2017, às 18:14 por Emílio Loures

Oito mil é a quantidade de vezes que o tráfego global de dados móveis aumentou nos últimos dez anos – 800 milhões se retrocedermos apenas um pouco mais, 15 anos – e não existem sinais de que a multiplicação vá desacelerar. Em 2020, ano em que o 5G deve estar oficialmente ratificado, estima-se que mais de 50 bilhões de dispositivos e sensores estarão conectados, gerando mais de meio zettabyte de tráfego por ano.

O 5G deve fazer frente a esse imenso volume de informação, mas também dar suporte a uma série de novos serviços e aplicações apenas possíveis a partir de parâmetros técnicos hoje ainda não alcançados. Mesmo quando comparado ao 4G (LTE), o 5G deve reduzir a latência em 10x (para 1ms), aumentar em 10x a densidade de conexões (para 1 milhão de dispositivos por km2) e atingir um pico de transferência de dados 20x maior (20 Gbits/s).

Para atender a essas demandas, será necessário que a indústria explore novas formas de otimizar o uso atual do espectro, utilize faixas de frequência licenciadas e toque em novas bandas não licenciadas, disponíveis em frequências baixas, médias e altas.

Não por outra razão, vários países na Europa e na Ásia, incluindo a China, Coréia do Sul, Alemanha e Japão, estão ativamente buscando iniciativas para abrir frequências em bandas médias e altas para serviços móveis. Nas Américas, os Estados Unidos já abriram discussões em faixas altas e médias. Recentemente, a Federal Communication Commission (FCC) realizou uma consulta pública (NOI) para "explorar o uso flexível de espectro na faixa média entre 3,7 GHz e 24 GHz".

Aqui no Brasil, a decisão ainda se encontra aberta, mas temos boas perspectivas na faixa média entre 3,4 GHz e 3,6 GHz – que já oferecem a possibilidade de serviços móveis, ainda que haja algum uso presente. Quanto às faixas altas, recente estudo feito pela PUC do Rio de Janeiro indicou também haver boas perspectivas para aquelas entre 24 GHz e 27 GHz – logo abaixo do 28 GHz, que não se encontra disponível no país devido ao seu uso pelos operadores de satélites (Banda Ka). Essa é a faixa que alguns países, incluindo EUA, Japão e Coréia, pretendem usar.

Precisamos dar corpo rapidamente às discussões sobre a melhor forma de se implementar essa tecnologia no país. O Projeto 5G Brasil, um esforço público-privado, secretariado pelo Telebrasil, é uma iniciativa louvável nesse sentido e a Intel recentemente se juntou ao grupo. É fundamental que seja buscado um alinhamento com as práticas internacionais associadas ao desenvolvimento do 5G, quer em sua padronização, quer em relação às suas faixas de uso. Apenas assim conseguiremos as economias de escala necessárias para o sucesso de sua implementação no Brasil.

Emílio Loures, diretor de Assuntos Corporativos da Intel do Brasil.

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