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Falta de profissionais qualificados traz risco de colapso no setor de TI, alertam especialistas

Postado em: 28/11/2012, às 16:48 por Fabiana Rolfini

Embora a qualidade da formação profissional seja relevante, não implica, necessariamente, na solução para o problema da escassez de mão de obra no setor de TI. De acordo com Virginia Duarte, gerente do Observatório Softex — unidade de estudos e pesquisas da associação que tem como objetivo a promoção da excelência do software brasileiro —, falta o profissional que tenha tanto capacidades para resolver questões complexas quanto o conhecimento técnico. “O formando não sai da faculdade com entendimento de negócios, sobre como lidar com os clientes das empresas de TI”, ressalta, acrescentando que tais habilidades ele só irá adquirir com a experiência, já que a instituição de ensino só fornece os paradigmas.

As conclusões tem como referência dados do Caderno Temático do Observatório Softex — "Mercado de Trabalho e Formação de Mão de Obra em TI", lançado pela associação nesta quarta-feira, 28, em São Paulo, que se baseou nas informações da RAIS (Relatório Anual de Informações Sociais), Inep e Ministério da Educação, referentes a 2010. O caderno analisa o atual cenário de escassez de profissionais qualificados no setor, bem como seu impacto na indústria.

Segundo o relatório, em 2010, dos 520.573 profissionais assalariados da área de tecnologia da informação, 50,8% eram de nível técnico, enquanto 49,2% eram de nível superior e de cargos gerenciais. O estudo aponta que a escassez também se dá de maneira localizada. Falta profissional em um determinado local e sobra gente em outro. As regiões Norte e Nordeste, por exemplo, são as que apresentam os maiores índices de profissionais com perfil técnico. No período analisado, dos profissionais que trabalham na área de TI no Norte, 73,9% eram de nível técnico e, no Nordeste, 71,2%, contra 26,1% de contratados de nível superior no Norte e 28,8%, no Nordeste. No caso do Sudeste, houve maior equilíbrio entre profissionais de nível técnico (43,6%) e de nível superior e cargos gerenciais e administrativos (56,4%).

Ao longo dos anos caiu o percentual de concluintes de cursos do nível superior. Os cursos específicos de tecnologia, de nível superior, com duração de apenas dois anos, foram criados como uma forma emergencial para driblar o problema de escassez de mão de obra qualificada. Em 2010, foram registrados 41,8% de concluintes deste tipo de curso, contra 33,7% formados com bacharelado em sistemas de informação, e 25,1% em ciência da computação e engenharia da computação.

Na opinião de Virginia, a indústria requer bom capital humano e, para resolver de vez o problema de escassez, é preciso criar medidas no curto, médio e longo prazo. “Uma solução viável, no curto prazo, seria atrair estudantes de outros cursos, como de administração, para cursos de computação”, pondera. “O Brasil não tem tradição em cursos técnico-profissionalizantes”, completa. Segundo ela, a própria desoneração da folha de pagamento é um passo para que as empresas retenham talentos. De uma perspectiva maior, a executiva ressalta que o país precisa de medidas públicas para seu sistema educacional, que ainda carece de qualidade.

Apesar do risco de haver um colapso no setor de TI, caso o cenário atual não mude, Arnaldo Bacha de Almeida, vice-presidente da Softex, prevê que haverão mudanças positivas nos próximos anos. “Atualmente, o setor de TI representa 3,5% do PIB brasileiro e a estimativa é que, através do trabalho de entidades do setor junto ao governo, dobremos sua representatividade para mais de 6% do PIB em 2022”, conclui.

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