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Da era do ouro à era dos dados

Postado em: 29/10/2015, às 00:32 por Rafael Pereira

A oferta do novo mundo, vivenciado no plano virtual, chega em forma de menus individualizados. Esse recente modo de viver se deve à descoberta em torno dos dados – a nova moeda de troca, de valor, de poder. Nessa nova era, somos todos movidos por informações geradas e armazenadas em uma rede superconectada. Nela, não há quem não negocie, monetize ou simplesmente troque nesse mercado de valores. E quem está criando essa nova moeda corrente?

Cada vez mais, todo tipo de equipamento passa a ter a capacidade de gerar dados para alimentar uma rede mais complexa e potencialmente valiosa em informações, que requer sistemas ainda mais eficientes de identificação e de controle desses dados.

A explosão de dados e do big data/analytics, os grandes conversores dessas informações em valores úteis às pessoas e às corporações e, indubitavelmente, a potência das redes sociais e do social business, com sua capacidade quase imensurável de alimentar instantaneamente toda a infraestrutura de TI e telecom, são responsáveis por esse novo modelo de vida e de inter-relações entre pessoas e negócios.

Para os negócios, o big data é essencial e gera vantagem competitiva, porque impulsiona oportunidades para a inovação com novos modelos, novas ofertas de produtos e monetização de dados para empresas externas. O uso da experimentação de dados pressiona as empresas a analisar com inteligência as informações para seus negócios e tomar decisões mais assertivas por meio de ferramentas analíticas. Há pesquisas que apontam que as organizações que investem em big data alcançam taxas de crescimento de receita de mais de 50% do que aquelas que não investem nessas tecnologias.

Na medicina, pesquisadores e empreendedores apostam na mineração de dados como resposta para incontáveis perguntas e cura para inumeráveis doenças.  Os wearables (dispositivos vestíveis), como smartwatches e pulseiras fitness inteligentes, já dão uma ideia do que será possível com a coleta e o armazenamento de dados, que já estão gerando uma espécie de onipresença médica com pronto atendimento.

O alcance da utilização de dados extrapola a imaginação e também alcança as áreas mais tradicionais das empresas, como a de recursos humanos. Pressionadas, as empresas de recrutamento começam a usar cada vez mais tecnologia em ferramentas digitais em seus processos de seleção. E redes de social business já se posicionaram no mercado como fontes geradoras de dados de inúmeros profissionais.

Para o cidadão comum, a manifestação virtual por meio das redes sociais dá a dimensão desse universo baseado nos dados: os likes do Facebook, quantos seguidores agregados, quantos amigos adicionados ou ainda quantas visualizações um post, uma foto ou um vídeo atingiu em suas redes sociais, são métricas da popularidade e aceitação tão desejada por cada indivíduo. E nesse universo, cada vez mais serviços chegam para atendê-lo.

No que diz respeito às finanças pessoais, por exemplo, novas empresas com plataformas inteligentes apresentam inovação por meio de novas tecnologias e big data, tornando os processos de cadastro, análise de risco, contratação e aprovação de serviços mais rápidos, práticos, sem burocracia e com muita segurança.  Com mais informações disponíveis para análise, tendem a reduzir custos e a melhorar a qualidade dos serviços financeiros, além da capacidade de criação de produtos customizados para cada perfil de cliente.

A era dos dados, da informação e do conhecimento, nos traz promessas que deverão refletir a favor do indivíduo no relacionamentos com empresas, bem como a sociedade como um todo. No momento, ela já trouxe um novo mundo com mais curas para enfermos, ampliação de horizontes, simulações para o futuro e mudanças do presente. De uma forma democrática, embora quase imposta, todos fazemos parte dessa grande revolução.

*Rafael Pereira é diretor-executivo da Enova no Brasil. Formado em engenharia pela PUC do Rio de Janeiro e com MBA pela Universidade de Columbia nos Estados Unidos, Rafael possui experiência nos segmentos financeiro e tecnologia, tendo atuado por diversos anos nos Estados Unidos e Brasil em empresas como KPMG, BRQ e IBM. 

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1 Comentário

  1. Claudiney Santos Claudiney Santos disse:

    Estamos sempre publicando matérias sobre o tema.

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