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Como caminha o IoT no desenvolvimento de cidades mais inteligentes

Postado em: 08/08/2017, às 00:00 por Mauro Fukuda

Atualmente mais de 55% da população mundial já vive em áreas urbanas, percentual este que aumenta a taxa de aproximadamente 1,8% ao ano. No Brasil, o percentual da população residente em meio urbano já passa de 84% e também segue tendência de crescimento.  Esta explosão populacional traz um desafio enorme para as cidades, seja para adequação de sua infraestrutura como para prestação de serviços à população.

Diante deste desafio a Internet das Coisas (IoT) cada vez mais se consolida como grande catalizadora para promover serviços melhores, mais eficientes e inteligentes para as cidades, melhorando a qualidade de vida dos cidadãos e facilitando a gestão administrativa e os processos operacionais, especialmente das grandes metrópoles.

As cidades atualmente contam com inúmeros sensores e dispositivos de IoT desenvolvidos especialmente para a aplicação em meios urbanos, como os sensores de entupimento de bueiros e de inundação de vias, câmeras de monitoramento, lixeiras inteligentes, sinalizadores, entre outros. Os diversos sensores e atuadores existentes permitem criar uma infinidade de soluções automatizadas para tratar os desafios diários das cidades, promovendo redução de custos, ganhos de eficiência e melhoria na prestação dos serviços.

Como o IoT conecta coisas, pessoas e processos, estamos falando numa escala sem precedentes de conexões, que por sua vez geram uma gigantesca quantidade de dados. Quando estes dados são coletados, processados, analisados e utilizados de forma inteligente, potencializam a criação de um novo universo de aplicações, além de permitir antecipar, mitigar e prever muitos problemas para as cidades e seus habitantes.

Dentro desta nova realidade, as tecnologias de informação e comunicação formam a base da estrutura operativa das Cidades Inteligentes. Novos processos, ferramentas e plataformas tornam-se imprescindíveis nos sistemas informacionais da administração pública para a construção de um modelo funcional eficiente para o IoT, como: Big Data, Open Data (bases de dados públicos acessíveis), Ferramentas de Analytics (para análise e predição), Plataformas de Controle e Monitoramento de Dispositivos e Plataformas Aplicacionais (funcionamento das aplicações).

Em outra frente, a transformação digital está permitindo alavancar novas formas de interação dos cidadãos com as suas cidades, não só através das redes sociais, como também através da utilização de aplicativos, viabilizando novos serviços inteligentes a seus cidadãos, como: utilização de realidade aumentada para facilitar localização de pontos de interesse público, localização de vagas de estacionamento em vias públicas, transporte público em tempo real, etc. Estes inúmeros aplicativos que surgem diariamente vêm facilitando a vida e aumentando o engajamento da população para utilização destes canais de interatividade com suas cidades.

Por outro lado, esta grande vinculação com o digital faz com que a infraestrutura de comunicação e de serviços seja acessível a todos. As iniciativas de cidades conectadas através da promoção de redes wifi públicas e disponibilizando ampla cobertura móvel são fundamentais para a disseminação e utilização das facilidades trazidas pelas Cidades Inteligentes. A importância da infraestrutura de rede se torna aparente, e ela deverá ser capaz de enviar, tratar ou processar os dados de forma confiável, rápida, segura e com alta disponibilidade.

As prioridades de cada cidade são diferentes, mas as oportunidades e benefícios trazidos pelo IoT são comuns. Tanto as cidades como os cidadãos estarão gradativamente incorporando no seu dia a dia os avanços trazidos pela Internet das Coisas e usufruindo dos benefícios para melhoria de qualidade e desempenho dos serviços urbanos. O IoT segue sua jornada transformando o modo de vida das pessoas e das cidades e dentro de mais algum tempo teremos condições de ter cidades melhores, automatizadas, mais interativas, dinâmicas e sustentáveis, enfim, inteligentes de fato.

Mauro Fukuda,  diretor de Estratégia, Tecnologia e Arquitetura de Rede da Oi.

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1 Comentário

  1. Carlos Bouça disse:

    Amigo Fukuda,

    gostei muito de ler seu artigo

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