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Oito em cada dez profissões estão sem aumento salarial real, revela pesquisa

Postado em: 09/06/2017, às 18:27 por Redação

A instabilidade econômica afetou em cheio o bolso dos executivos. É o que revela recente o levantamento realizado pela Michael Page, uma das maiores empresas globais de recrutamento especializado de profissionais de média e alta gerência, que faz parte do PageGroup. De acordo com o Estudo de Remuneração 2017 da companhia, oito em cada dez cargos analisados apresentaram remuneração estável ou em queda em relação ao mesmo estudo feito em 2015. 

"O cenário para o executivo de média e alta gerência é um pouco diferente daquele verificado há dois anos, quando os funcionários ainda conseguiam negociar melhores ganhos. Com a crise, as empresas foram afetadas e muita gente acabou perdendo emprego. Para se recolocar, estão tendo que negociar mais e, em muitos casos, com salários 10 a 20% inferiores à última ocupação. Quem ficou, não está conseguindo ter ganhos reais", revela Ricardo Basaglia, diretor executivo da Michael Page. 

Além do tradicional mapeamento de salários, neste ano a Michael Page entrou em contato com mais de 3 mil profissionais de todo o Brasil para entender quais são suas reais impressões sobre o mercado atual. A empresa procurou entender como os profissionais enxergam sua carreira, a posição do empregador no seu desenvolvimento profissional e outros fatores que completam a remuneração.

13 de 15 setores estão com remunerações estáveis ou em queda

De acordo com o Estudo de Remuneração 2017 da Michael Page, a maioria dos setores pesquisados apresentaram mais cargos com manutenção ou perda da média salarial quando comparado com o levantamento anterior.

Também foi feita a análise dos cargos por setor para entender o percentual de profissões atingidas pela remuneração estável ou a queda:

Supply, Engenharia, Petróleo e Gás, Propriedade e Construção – 100%

Vendas, TI – 97%

Saúde – 92%

Marketing – 82%

Jurídico – 78%

Varejo – 73%

Seguros – 75%

RH – 64%

Financeiro – 57%

A área de Bancos & Serviços Financeiros foi a exceção do estudo. Dos 49 cargos verificados, apenas três não registraram aumento na média salarial. A divisão de Digital é posterior ao estudo de 2015 e, portanto, não possui histórico de comparação salarial.

Aqui estamos divulgando só os resultados da pesquisa de remuneração por áreas de digital business e TI: 

Digital business

Há uma grande euforia com relação ao e-business. Em 2016, a Michael Page foi pioneira em criar uma área específica direcionada apenas em recrutar profissionais com expertise em Digital. A instabilidade econômica vivida pelo Brasil não foi impeditiva para que os progressos de negócios em plataformas online se desenvolvessem. Na realidade o cenário é o exato oposto: usar de meios digitais tem sido a principal estratégia de negócios ligados ao varejo para expansão do alcance de suas vendas, bem como uma segunda plataforma de vendas que pode funcionar de maneira mais direcionada ao público-alvo através de promoções ou divulgação direcionada.

"A procura por profissionais que atuam em projetos digitais e detêm a expertise para aplicar estas ferramentas e estratégias que estão em constante evolução cresceu 35% no primeiro semestre de 2016. A economia dos negócios digitais tende a crescer ainda mais, além ganhar parcela significativa no mercado brasileiro. O Brasil está no radar de empresas inovadoras direcionadas pela tecnologia e as companhias tradicionais têm buscado desenvolver com maior arrojo suas atuações nas plataformas digitais para manter seu market share, mesmo neste novo contexto competitivo", conta o executivo.

Dos 53 cargos listados nessa divisão, é possível apontar alguns destaques. O salário de um Head de e-commerce em uma grande empresa, por exemplo, pode chegar a R$ 55 mil. Já um cientista de dados pode chegar a uma remuneração de R$ 45 mil numa companhia de grande porte.

TI

A área de tecnologia emprega atualmente cerca de 1,3 milhão de profissionais no Brasil. De acordo com a estimativa feita pela indústria de software e serviços, podemos afirmar que para os próximos quatro anos o país vai precisar de 750 mil profissionais para a área, dado que confirma grande movimentação no mercado de trabalho brasileiro. A área de tecnologia é cada vez mais estratégica, além de ser muito importante como suporte. Com isso, os profissionais precisam se qualificar e atualizar em cursos como pós-graduações, MBA e outros que lhes concedam uma visão estratégica dentro de sua empresa.

Como em todas as áreas, existem tendências de posições que tiveram incremento salarial devido à demanda atual, como segurança da informação, cientista de dados e inteligência de mercado, além das posições de especialistas em desenvolvimento web (IOS, Android) e algumas linguagens (Java, .Net e outras). Porém, o que diferencia os profissionais é o tempo de experiência, construção de cases de sucesso, idiomas e cursos complementares.

"As principais dicas e informações para profissionais que buscam desenvolver suas carreiras são desenvolver idiomas, incluir cursos que proporcionem uma visão mais estratégica em relação a tecnologia, proatividade em gerar cases de sucesso e resiliência para entender cenários negativos, alta capacidade de trabalhar em equipe e/ou gerir pessoas, auxiliar no desenvolvimento/coaching da área dividindo conhecimento, habilidade de comunicação didática para ser um business partner junto às outras áreas, conhecimento de metodologias com SCRUM / AGILE e principalmente não terceirizar seu desenvolvimento, mas sim procurar sempre estar à frente se capacitando e se desenvolvendo", relata o especialista.

A remuneração média de um gerente de vendas de software em empresa de grande porte passou de R$ 16 mil para R$ 20 mil. Um country manager de da indústria de hardware de empresa de grande porte viu seus rendimentos médios saírem de R$ 32,5 mil para R$ 27,5 mil.

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