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Senadores dos EUA pressionam para que empresas revejam sistemas de criptografia

Postado em: 11/12/2015, às 16:35 por Redação

Parlamentares dos Estados Unidos disseram que estão frustrados com a resistência das empresas de tecnologia em facilitar o acesso às agências de inteligência do governo a comunicações de usuários de smartphones e outros dispositivos digitais.

Após reunião com o diretor do FBI, James Comey, realizada na quinta-feira, 10, para atualizá-los em relação às investigações sobre o ataque terrorista na semana passada em San Bernardino, na Califórnia, que deixou 14 mortos e 21 feridos, alguns senadores sinalizaram que Congresso pode considerar a elaboração de uma nova lei que obrigue as empresas a enfraquecer os sistemas de criptografia, cada vez mais sofisticados, para que os órgãos de segurança tenham acesso aos registros de comunicações de usuários.

Os parlamentares disseram que o diretor da polícia federal americana alegou que a dificuldade dos investigadores em ter acesso às comunicações do casal de terroristas contribuiu para que não fossem descobertos. Embora tenham evitado dizer se o FBI teria constatado que Syed Farook e sua esposa Tashfeen Malik se beneficiaram da comunicação criptografada, os senadores disseram que a polícia não descarta que isso possa ter impedido a detecção do plano de ataque.

Os senadores voltaram a ressaltar que os sistemas de criptografia, destinados a proteger a privacidade dos usuários, são um grande obstáculo que impede os investigadores de coletar de informações sobre qualquer conspiração ou plano de ataque que esteja em andamento.

"Certamente, se em algum momento no início [da investigação] você coleta menos informações, claramente a encriptação desempenhou um papel para isso", disse o presidente do Comitê de Inteligência do Senado, Richard Burr, do Partido Republicano, ao The Wall Street Journal, após reunião com o diretor do FBI. Nos últimos dias, os dois defenderam que as empresas de tecnologia encontrem maneiras de permitir que autoridades contornem a criptografia para investigar atividades ilegais, incluindo ameaças de terrorismo.

A criptografia é apontada pelos órgãos de segurança como um dos sistemas mais complicados para os investigadores quebrá-los. Algumas mensagens criptografadas, conhecidas como criptografia fim a fim, só podem ser lidas pelo remetente e o destinatário, o que torna muito difícil — e muitas vezes impossível — para os agentes do governo ou outras pessoas quebrar o código. As empresas de tecnologia promovem esse recurso como uma garantia de privacidade contra espiões ou até mesmo hackers.

Após várias rodadas de negociações entre as autoridades de segurança norte-americanas e as empresas de tecnologia no início deste ano, sem que chegassem a um acordo, funcionários da Casa Branca decidiram não pressionar por uma legislação específica que possa dar ao FBI mais poder. Alguns especialistas em segurança têm alertado, inclusive, que a exclusão ou o enfraquecimento dos sistemas de criptografia na transmissão de mensagens ou a instalação de backdoor [porta dos fundos, em tradução livre, dispositivo que executa comandos não autorizados em servidores] para a vigilância permitiriam que hackers ou governos estrangeiros invadissem facilmente os sistemas de informação.

Mas as coisas mudaram após os ataques em Paris e em San Bernardino, e agora um número crescente de deputados e senadores defende que algumas mudanças terão de ser feitas. O diretor do FBI revelou que, no início deste ano, foram descobertas mais de 100 mensagens durante uma investigação sobre uma tentativa de ataque no Texas, trocadas entre um homem no Arizona e um contato no exterior, o que não teria sido possível se as mensagens fossem criptografadas.

Contudo, os parlamentares sabem que mudar a legislação sobre criptografia no Congresso seria muito difícil e provavelmente não impediria que terroristas encontrassem tecnologia fora dos EUA para proteger suas conversas. Entretanto, eles dizem que o objetivo é usar as ameaças para forçar as empresas de tecnologia a discutir possíveis soluções, mesmo sem aprovação de uma lei.

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