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Rakuten encerra 2015 com perda e anuncia redirecionamento de operações no Brasil

Postado em: 12/02/2016, às 17:36 por Redação

A empesa japonesa de serviços online Rakuten anunciou a depreciação de alguns ativos no seu balanço de 2015, com uma perda de aproximadamente US$ 340 milhões. Paralelamente, a empresa divulgou também planos de fechar uma série de operações globais como parte de um "novo foco estratégico". O lucro líquido caiu 38% na comparação anual, para 44,4 bilhões de ienes (o correspondente a US$ 393 milhões), embora a receita tenha crescido 19%, para 714 bilhões de ienes (US$ 6,3 bilhões).

O resultado já inclui o write-down de US$ 340 milhões e, segundo a empresa, faz parte do realinhamento dos negócios, que ela batizou "Visão 2020", e que incluiu a depreciação da divisão de leitores de e-books (e-readers) Kobo e do site de comércio eletrônico PriceMinister, além de outros negócios. A Rakuten havia desembolsado cerca de US$ 315 milhões em 2011 pela Kobo (depreciada para US$ 153 milhões) e cerca de US$ 200 milhões pela PriceMinister (cujo valor foi rebaixado para US$ 69 milhões), além de ter comprado outras empresas (deprecidadas para US$ 116 milhões).

Ao explicar as medidas, a empresa disse em um comunicado que a PriceMinister foi "afetada pelo ambiente competitivo do mercado de e-commerce francês", enquanto a redução da Kobo foi resultado da "ascensão mais lenta do que o esperado do mercado mundial e-books". Em seu relatório, a Rakuten salienta, contudo, que a PriceMinister tem "uma posição importante" no mercado europeu de e-commerce. Da mesma forma, avalia que sua divisão de e-readers, que inclui plataforma de conteúdo OverDrive, adquirida por US$ 410 milhões, vai voltar à lucratividade neste ano.

Mercados deficitários

A reorganização dos negócios envolve também uma reavaliação dos mercados fora do Japão, mais especificamente no Sudeste asiático e no Brasil. A empresa confirmou em comunicado que vai encerrar as operações de comércio eletrônico em Cingapura, Malásia e Indonésia no próximo mês, e que está estudando se desfazer da Tarad.com, a empresa de e-commerce na Tailândia, que adquiriu em 2010. A Rakuten adiantou, porém, ao site TechCrunch, que vai manter a sua sede regional em Cingapura, que continuará a abrigar Rakuten Ventures e a Rakuten Travel. Seu negócio e-commerce em Taiwan, que parece estar um pouco melhor, também não será afetado.

Além da Ásia, a Rakuten também vai fechar o marketplace — agregador de ofertas de produtos — no Brasil, mas a Ikedia, fornecedora de serviços de e-commerce que ajuda os varejistas a desenvolver e estabelecer suas lojas online, permanecerá aberta. Ikeda é outra aquisição Rakuten, empresa brasileira da qual adquiriu 75% de participação em 2011 por uma quantia não revelada.

A assessoria de comunicação da empresa no Brasil, esclareceu que "o Rakuten Shopping (agora Rakuten Performance Marketplace) se mantém aberto no Brasil. Existem algumas mudanças no back-office de maneira a proporcionar a integração dos sistemas Rakuten Nexus, Rakuten Genesis e Rakuten One – mas o acesso a compradores se mantém inalterado".

O presidente e CEO da Rakuten, Hiroshi Mikitani — que preferiu falar aos investidores em japonês, em vez de em inglês, como é usual ao divulgar seus resultados —, salientou que a Visão 2020 baseia-se em três princípios fundamentais: "Força, inteligência e velocidade". E destacou uma série de novas empresas adquiridas mais recentemente como a Viki, Ebates e Viber. Mikitani fez previsões de crescimento ousadas e elogiou o potencial disruptivo das tecnologias móveis quando combinadas com empresas de e-commerce da Rakuten.

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