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Internet chega a 41% dos lares brasileiros, mas disparidade regional ainda é grande

Postado em: 13/03/2014, às 16:00 por Erivelto Tadeu

Um estudo divulgado nesta quinta-feira, 13, pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que 40,8% dos domicílios brasileiros têm acesso à internet. Embora esse índice represente cerca de 40 milhões das residências no país, o levantamento mostra que ainda há uma forte disparidade regional na utilização dos serviços, principalmente quando se compara Sudeste e Sul com Norte e Nordeste. O alcance é maior no Sudeste (51,5%), seguido por Sul (42,9%), Centro-Oeste (40,7%), Nordeste (29,2%) e Norte (20,7%).

Contribui para essa desigualdade o fato de a maioria das casas nas regiões Sul e Sudeste (53,5% e 54,6%, respectivamente) possuir computador, enquanto no Nordeste e no Norte a proporção é bem menor — 39,6% e 35,3%. Isso também ajuda a entender porque a internet em banda larga obteve a segunda pior avaliação, perdendo apenas para a telefonia móvel, que foi o serviço pior avaliado.

O levantamento mostra que a forma mais comum de acesso residencial é a internet banda larga via TV a cabo (32,8%), seguida da conexão via linha telefônica (23%), modem de telefonia móvel (18,3%), satélite (10,6%), rádio (10,2%), linha discada (1,5%) e outros (3,6%). É interessante observar que na região menos conectada, a Norte, a conexão móvel é a mais importante, provendo acesso à internet para 54,8% da população.

Os dados compõem a nova edição do Sistema de Indicadores de Percepção Social – Serviços de Telecomunicações (SIPS), que apresenta a percepção da sociedade brasileira acerca dos serviços de telecomunicações no Brasil (telefonia fixa, móvel, internet ou TV por assinatura). Os números foram colhidos por meio de entrevistas com moradores de 3.810 domicílios espalhados pelo Brasil.

Outra revelação da pesquisa é que cerca de 70% dos domicílios do país preferem contratar serviços de telecomunicações separadamente, apesar de ficarem mais caros do que os feitos de forma conjunta, nos chamados planos combo — agrupados em um mesmo contrato.

Segundo o estudo, o acesso à TV por assinatura é por meio do qual os planos combo vêm sendo conhecidos. Dos entrevistados, 73,4% disseram que têm somente televisão aberta. Outros 26,6% disseram pagar por acesso à programação a cabo. A percepção da qualidade do serviço é alta, tanto que, entre os serviços de telecomunicações pesquisados, foi o mais bem avaliado pelos entrevistados — apenas 1,5% responderam que achavam o serviço péssimo, 28,7% deram nota máxima.

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