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Zuckerberg diz que planos de dados, e não smartphones, são barreira à inclusão digital

Postado em: 24/02/2014, às 21:10 por Letícia Cordeiro, de Barcelona, a convite da ALU

O disputado painel que encerrou o primeiro dia de debates do Mobile World Congress (MWC), que acontece esta semana em Barcelona, na Espanha, teve como keynote speaker o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, que aproveitou a audiência pra falar de seu projeto Internet.org, lançado em agosto do ano passado pela rede social em parceria com seis outras empresas — Ericsson, MediaTek, Nokia, Opera, Qualcomm e Samsung — para levar o acesso à Internet aos cerca de cinco bilhões de pessoas no mundo ainda não conectadas.

Zuckerberg aproveitou a oportunidade para alfinetar as teles: "Hoje apenas um terço das pessoas tem acesso à internet, cerca de 2,7 bilhões de pessoas apenas. E o problema não é o smartphone, mas sim o plano de dados das operadoras. Hoje 80% da população está em áreas cobertas com redes 2G e 3G." Ele vai além: "Não estamos no caminho de conectar todo o mundo a não ser que façamos uma mudança e, para isso, precisamos de parceria, porque uma companhia sozinha não conseguiria. Fala-se em conectar um bilhão de pessoas a mais até 2020. O que espero é que a gente consiga fazer melhor que isso".

A proposta do CEO do Facebook é dar serviços básicos de internet gratuitamente ou a preços subsidiados e, uma vez que a pessoa tenha acesso pela primeira vez à Internet, perceberia o valor de colocar parte de sua receita em um plano de internet. "Alguns serviços básicos seriam baseados em texto, como buscas básicas, Wikipedia, redes sociais ou troca de mensagens", explicou Zuckerberg, sem entrar na polêmica sobre se esse tipo de serviço poderia ser considerado um ofensor ao princípio da neutralidade de rede.

Trocando em miúdos, Zucker propõe parcerias para que as teles ofereçam serviços que as pessoas querem ter para, a partir daí, despertar o interesse por planos de dados. "Há quem não saiba por que ter um plano de dados, mas todos querem ter Facebook e WhatsApp", defendeu. O projeto está sendo testado com a operadora Globe das Filipinas e com a Tigo do Paraguai. "Em poucos meses que estamos fazendo testes, o número de pessoas usando Internet nas Filipinas dobrou. Ainda não temos um modelo de negócios estabelecido, mas tenho certeza de que será muito rentável para as operadoras", promete. "O modelo pode funcionar. Não podemos testar com todas as operadoras, mas acho que temos capacidade de realizar testes com outras três ou quatro operadoras este ano", diz.

Em troca do acesso gratuito, ou subsidiado, Zuckerberg oferece a integração dos serviços direto nas redes das operadoras, para otimizar custos e melhorar a eficiência da rede, e a possibilidade de trazer mais assinantes de dados para as teles.

WhatsApp

Zuckerberg também comentou sua recente aquisição do WhatsApp por US$ 19 bilhões. "Meio bilhão de pessoas têm o WhatsApp e mais de 70% usam o aplicativo diariamente. Há poucos serviços no mundo que têm esse alcance e agora (após a compra), poderemos focar em conectar mais pessoas", disse.

O executivo garantiu que o WhatsApp continuará com uma operação independente e que não haverá mudanças no serviço. Obviamente, alguma integração do serviço com o Facebook é esperada.

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