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Internet das Coisas por toda parte

Postado em: 25/02/2014, às 14:54 por Letícia Cordeiro, de Barcelona, a convite da ALU

Sensores espalhados em estandes por toda a extensão da feira, smartphones, tablets, carros conectados, utensílios e eletrodomésticos inteligentes, dispositivos de vestir e até mesmo uma área dedicada a mimetizar como seria uma cidade conectada – a Internet das Coisas (IoT) é um dos grandes destaques da edição deste ano do Mobile World Congress (MWC). O assunto foi o mote do painel de abertura do segundo dia do maior evento mundial de mobilidade, que acontece essa semana em Barcelona, que pode ser resumido por uma afirmação do CEO da Jasper Wireless, Jahangir Mohammed: "todo negócio vai virar um negócio de IoT; os benefícios são tão profundos que isso será inevitável", prevê o executivo.

A Jasper Wireless tem uma plataforma de conexões entre máquinas (M2M) na nuvem que soma mais de duas mil implementações de IoT em empresas de mais de 20 setores diferentes. Mohammed cita como benefícios da IoT a experiência do cliente e das empresas se tornar conectada, a possibilidade de automação em tempo real e a transformação do negócio em algo previsível.

O CEO da Deutsche Telekom, Timotheus Höttges, calcula que em poucos anos o mercado de IoT deverá movimentar mais de US$ 500 bilhões e afirma que o papel da futura operadora de telecom é prover o ecossistema digital para suportar todas essas aplicações de M2M. "As telcos não têm o DNA para inovar nesse tipo de aplicação. Nosso DNA é infraestrutura. O que precisamos é preparar nossas redes e construir um "plug" padronizado para esse tipo de aplicação. Soa fácil, mas não é. Precisa de diferentes níveis de serviço para cada tipo de aplicação, billing, segurança e autenticação para o provedor da aplicação", avalia Höttges. "Estamos numa corrida para integrar todas as tecnologias de acesso – LTE, LTE-A, FTTH, vectoring – com os diversos dispositivos conectados do usuário, preparando para o futuro em que também a rede de telecom e sua gestão, mais eficiente, estarão na nuvem", completa.

Höttges acredita que também será necessária a criação de um SIMcard global e universal para aplicações de M2M. "Precisamos de um global SIM porque esses dispositivos não conhecem fronteiras, não conhecem roaming", diz, salientando que ainda existem barreiras regulatórias que precisam ser transpostas. "Na Europa, precisamos de um novo arranjo entre regulação europeia e local e harmonização das leis de direitos de proteção de dados do usuário e privacidade. Na Alemanha, por exemplo, não se pode analisar big data. Temos de fazer essa análise fora e depois trazer os resultados de volta para a Alemanha", conta.

Carros conectados

A montadora Ford, por sua vez, escolheu o MWC 2014 para apresentar o seu novo modelo Focus, integrado com a versão mais atual da plataforma Sync, desenvolvida pela Microsoft, em detrimento do Salão Internacional do Automóvel de Genebra, na Suíça, que acontece na próxima semana.

"Mais de 80% dos novos veículos até 2020 terão algum função conectada e o que vemos para o futuro é o carro conectado com o resto do mundo, não apenas com mapas. Obviamente, não podemos fazer isso sozinhos. O sucesso se dará com parcerias e há muitas oportunidades para a indústria móvel em carros automatizados, com o compartilhamento de todas as informações coletadas por sensores e entre outros carros", enfatiza o CEO da Ford, Stephen T. Odell.

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