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Itaú e Redpoint lançam centro de empreendedorismo para fomentar criação de startups digitais

Postado em: 28/05/2015, às 16:55 por Claudiney Santos

O Itaú Unibanco e a Redpoint e.ventures, empresa de capital de risco, anunciaram nesta quinta-feira, 28, a criação do espaço Cubo, uma iniciativa conjunta, sem fins lucrativos, voltada para incentivar a inovação e o empreendedorismo tecnológico no país. O espaço foi criado em um prédio de seis andares, localizado no bairro de Vila Olímpia, na capital paulista.

Segundo Ricardo Guerra, diretor executivo do Itaú Unibanco "a união de esforços entre o Itaú e a Redpoint faz do Cubo um novo modo de fomentar o empreendedorismo tecnológico na América Latina, tornando-o mais inovador e transformador para toda a sociedade". O executivo diz que o Cubo apoiará desde startups digitais em estágio avançado até empreendedores que precisam de incentivo para tirar sua ideia do papel, oferecendo infraestrutura de qualidade, networking e conteúdo de educação empreendedora. O valor investido no projeto não foi revelado.

O executivo esclarece que o Itaú não funcionar com a aceleradora Wayra, da Telefônica, por exemplo, que prevê participação societária nas melhores startups selecionadas. "O objetivo do Itau é transformar a vida das pessoas para melhor,como diz seu slogan".

Cubo_arte da fachada_1Itau

O Cubo prevê abrigar cerca de 50 startups e 250 residentes, que pagarão uma taxa para utilizar todos os serviços de infraestrutura e comunicação. Além do ambiente de coworking, o espaço multidisciplinar conta com um auditório para 130 pessoas, cafeteria, salas para cursos e um espaço para realização de eventos na cobertura do prédio.

De acordo com Flavio Pripas, responsável pela direção do espaço, ele deverá estar ocupado rapidamente com startups convidadas e do relacionamento do próprio fundo Redpoint. "Ele será um ponto de apoio, por exemplo, entre startups geograficamente distantes, que poderão se valer do espaço para uma reunião", diz ele, acrescentando que o Cubo também poderá ser usado para promoção de palestras, matchmaking, reunião de negócios, encontro de profissionais de mentoring e networking.

Inovação aberta

O Cubo também está aberto à participação de universidades, que poderão desenvolver pesquisas, testar novos conceitos, ministrar aulas especiais. Ele também pretende atrair grandes empresas, não só interessadas em apoiar o projeto, mas também que possam desenvolver inovação aberta, buscar novos fornecedores ou clientes e investirem nas ideias geradas pelas startups.

"Queremos que o Cubo seja uma catalisador do ecossistema de empreendedorismo e startups e um ponto de encontro da comunidade", afirma Anderson Thees, sócio fundador da Redpoint e.ventures. "Apoiar o desenvolvimento do ecossistema é uma parte importante de nossa missão. O Cubo irá marcar o início de uma nova fase, mais acelerada e colaborativa, em nosso mercado".

Para o Itaú, que é o sócio mantenedor e o principal provedor de recursos, o Cubo servirá como um laboratório para experiências na transformação do banco digital, que poderá se inspirar em novas e  melhores ideias do empreendedorismo.

O Itaú e a Redpoint e.ventures utilizarão suas redes de relacionamento para alavancar os negócios das startups digitais que passarem pelo Cubo, e a Redpoint  também empregará sua expertise para trazer o know-how internacional, oferecendo conteúdo de qualidade, melhores práticas e ferramentas de mercado.

O empreendedorismo em números

De acordo com a ABStartups (Associação Brasileira de Startups), o número de startups associadas à entidade chega a cerca de 3,5 mil empresas, concentradas em São Paulo (27%), Minas Gerais (8,%) e Rio de Janeiro (7,4%). "O objetivo da entidade até 2035 é que o mercado de empreendedorismo represente 5% do PIB", afirma Guilherme Junqueira, gerente executivo da entidade.

"A intersecção de empreendedores, investidores, mentores, pesquisadores e grandes empresas vai aumentar exponencialmente o potencial de sucesso das startups", conclui Pripas.

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