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Agências bancárias sem dinheiro reduzirão a necessidade de segurança?

Postado em: 15/05/2013, às 19:02 por Jenny Månsson

Em quase todo o mundo, o modelo de agências bancárias tal e qual conhecemos hoje está passando por uma transformação. O número de pessoas que passa a preferir transações via máquinas de autoatendimento, internet ou até celular ao invés de fazer suas operações através das tradicionais agências bancárias cresce exponencialmente. É uma oportunidade para os bancos aumentarem sua eficiência operacional, reestruturarem sua estratégia de canais e revisarem o tipo de serviços oferecidos por suas agências tradicionais. Um passo nesta direção é transformar algumas agências em locais totalmente sem papel-moeda que prestariam apenas consultorias e serviços similares enquanto os clientes seriam direcionados a serviços de autoatendimento para retirada ou depósito de dinheiro.

Este fenômeno já é realidade em alguns lugares do mundo, como na Suécia, onde três dos quatro principais bancos têm um significativo número de agências "sem dinheiro". O sueco Nordea tem aproximadamente 50% de suas agências neste modelo, enquanto seu copatriota SEB alcança a marca de 60%.

Apesar de a Suécia estar atualmente com um cenário bastante diferente de outros mercados bancários tradicionais, há mais exemplos ao redor do mundo em que o modelo começa a ser implantado. O National Irish Bank** adotou agências sem transações em dinheiro desde novembro de 2011, e o First National Bank (FNB) abriu suas primeiras agências sem moeda em espécie em Johanesburgo em 2012.

A principal razão para adoção de bancos sem moeda em espécie é que manusear dinheiro é muito caro e há um custo bastante significativo para as agências que usam papel-moeda em comparação com as que escolhem trabalhar com transações sem dinheiro em espécie. Isso sem contar o enorme risco para segurança representado pelas notas. Assim, atrás de redução de custos e riscos, os bancos optam cada vez mais por transferir operações com moeda em espécie para máquinas de autoatendimento e caixas automáticos.

Outro exemplo é o Bank Audi, no Líbano, que começou a trocar suas agências tradicionais por unidades sem papel-moeda simplesmente por causa do melhor custo-benefício. O custo de um banco tradicional é 15 vezes maior que o custo de suas agências denominadas NOVO, que não têm dinheiro em espécie, nem operadores de caixa.

No entanto, apesar da eficiência do novo modelo, é extremamente importante ressaltar que a necessidade por segurança em agências bancárias não diminui mesmo quando se evita transacionar dinheiro em espécie nos locais. As razões são várias.

Dinheiro não se resume em cédulas e moedas. Os bancos continuam e continuarão a transacionar uma quantidade enorme de dinheiro eletrônico todos os dias e os requerimentos por segurança em torno dessas operações são bastante altos. Os bancos são obrigados a cumprir regulamentações internas e externas de recursos humanos, sindicatos, etc – e essas regras não são modificadas rápida ou facilmente.

Em segundo lugar, quem rouba bancos nem sempre é parte do crime organizado – algumas vezes são meros indivíduos agindo por desespero ou impulso. Assim, assaltos a bancos continuam a ocorrem em agências sem dinheiro em espécie já que nem sempre os ladrões sabem que aquela unidade não tem papel-moeda.

Em paralelo, há um aumento no número de ameaças contra profissionais bancários, especialmente em agências que não manuseiam papel-moeda e são principalmente focadas em consultoria. A quantia limitada de dinheiro gera frustração, sem contar as consultas que possam levar a investimentos ruins graças às oscilações normais das bolsas de valores. Há um número enorme de razões para um banco, mesmo sem papel-moeda, ser alvo de violência. Bancos necessitam monitoramento constante para inibir crimes ao mesmo tempo em que estão prontos a identificar indivíduos que ameacem seus funcionários.

Outra razão é que assaltos a bancos não se limitam a ameaças a agências bancárias. Uma fraude interna também é um risco possível e facilmente descoberto e até inibido por câmeras de monitoramento. Monitoramento ainda é necessário para refrear atos de vandalismo, outro problema que os bancos enfrentam diariamente.

Finalmente, a observância também precisa ser levada em consideração quando legislações obrigarem o uso de câmeras independentemente de a agência bancária transacionar ou não dinheiro em espécie.

Naturalmente, outro lado importante é a possibilidade que um sistema de câmeras inteligentes tem de alertar departamentos ou instituições específicas (como a polícia) quando os crimes estão em curso ou prestes a acontecer. Monitoramento bancário via vídeo permite desde produção de provas até prevenção de delitos. Graças a uma plataforma flexível, o sistema de câmeras IP é eficiente em ambientes em constante mudança como uma agência bancária, permitindo que as instituições financeiras fiquem à frente dos crimes e continuem evoluindo para um futuro totalmente seguro.

**National Irish Banks é do 2012 Danske Bank

Jenny Månsson é diretora de desenvolvimento de negócios para Bancos da Axis Communications.

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