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Novas tecnologias acirram desafios do monitoramento de infraestrutura de TI

Postado em: 09/06/2017, às 00:43 por Fernando Galbier

A virtualização de servidores e a crescente adoção de computação em nuvem mudaram a forma de monitorar a infraestrutura de TI e obrigaram os profissionais da área de operação a manterem o processo de monitoramento atualizado. Na era digital, o dinamismo prevalece em relação à estabilidade, o que faz com que tenhamos de mudar a forma de olhar para o monitoramento de redes.

Os métodos tradicionais, que funcionaram muito bem por décadas, não serão suficientes para suportar a alta escalabilidade exigida pela Internet das Coisas (IoT) e pela mudança frequente de inventário exigida pelas Redes Definidas por Software (SDN), para citar apenas dois exemplos.

Além disso, a experiência do usuário nunca foi tão relevante como agora, momento em que há uma infinidade de aplicativos à disposição, em qualquer lugar, em vários dispositivos (Omni-channel), na palma da mão. O entendimento de UX (User Experience) está voltado não somente ao tempo de resposta, mas ao que chamamos de "Jornada do Usuário", isto é, o estudo de como os usuários consomem determinada informação, quantos cliques ele precisa dar, em que telas ele permanece por mais tempo e, até mesmo, em que tela ele estava no momento em que uma falha aconteceu.

Nesse novo contexto, quatro características são essenciais no monitoramento, para que a operação de TI mantenha as novas tecnologias sob seu controle:

1. APIs: somente por meio das APIs os sistemas de monitoramento conseguirão se manter atualizados. Por exemplo, uma ferramenta capaz de se comunicar de maneira hábil com os orquestradores e controladores de SDN via APIs será capaz de incluir no inventário de monitoramento as funções de rede virtuais alguns segundos após serem provisionadas na rede, sejam elas vSwitches, vCPE's, vFirewalls ou vLoadBalancers;

2. Mensageria: tecnologias de barramento do tipo publish/subscriber estarão muito mais aderentes ao conceito ágil do que tradicionais tecnologias baseadas em request/response;

3. Self-Healing: O novo modelo de monitoramento deve ser capaz não apenas de rastrear o ambiente, mas ao detectar uma possível falta de recursos, deve também informar o orquestrador, para que ele decida pela necessidade de se provisionar mais recursos e sendo esse o caso, o sistema passe a monitorar automaticamente esse novo recurso;

4. Escalabilidade e Visão de Serviços: A solução precisa atender todo o escopo monitorado sob uma mesma instância. Veremos, com isso, ferramentas saindo da casa dos milhares para a casa dos milhões de itens monitorados. Com isso, os tradicionais bancos de dados relacionais, muito usados para data warehouse e presentes na maioria das ferramentas de monitoramento, cederão lugar a bancos de dados de alta performance orientados a colunas, time-series e até mesmo big data.

Ao mesmo tempo em que as novas tecnologias trarão muito mais possibilidades de "pontos cegos", as características do novo modelo de monitoramento visam evitar ao máximo suas ocorrências e devem ser capazes de acompanhar a agilidade das novas tecnologias regidas por DevOps. Os sistemas antigos se diferenciam desse novo modelo por possuírem uma abordagem mais estática, em que mudanças estruturais no ambiente monitorado são regidas por processos ITIL de gestão de mudanças.

Tão importante quanto esse novo modelo, são as equipes responsáveis por ele que, de certa forma, precisarão se adaptar a essas novas perspectivas. Deve haver uma revisão completa dos métodos de interação com o ambiente monitorado, dos processos cada vez mais alinhados a metodologias ágeis e das pessoas com conhecimento adequado nessas novas tecnologias.

Fernando Galbier, consultor sênior de pré-vendas na CA Technologies.

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