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Pessoas, ferramentas e processos: o tripé vencedor

Postado em: 09/12/2014, às 22:59 por Alberto Marcelo Parada

Cada um que aparece vem com uma solução maravilhosa; uns com a ferramenta que irá mudar a empresa, outros com processos que, se bem implementado, fará com que as pessoas trabalhem e produzam como nunca e, por último, os que têm a solução para montar um time vencedor.
O que mais se vê são soluções para problemas apresentados de maneira desestruturada ou desconectada entre si. Quem vende ferramenta tem a tendência de mostrar para o cliente que sua ferramenta sozinha é capaz de mudar para melhor tudo o que acontece na sua empresa (como se, em um passe de mágica, a ferramenta fosse funcionar sozinha), absorver tudo o que acontece e 'cuspir', de maneira estruturada, todos os relatórios e necessidades da corporação.

O que assusta não é o vendedor pregar este discurso, mas sim o executivo acreditar que tudo isso é possível.

Muitas empresas de consultoria vendem a crença de que os processos bem estruturados e definidos por si só são a solução para redução de vários males das corporações e ainda resultam em aumento significativo na produtividade dos times. Para finalizar esta soma de devaneios, muitos gestores de pessoas pregam que elas, sob seu comando e, apenas com o seu "grunido" como ordem, são capazes de produzir mais e melhor que ferramentas e processos são coisas que algum consultor ou vendedor inventou para ganhar dinheiro.

O fato real é que nenhumas das três situações isoladas são capazes de gerar algo significativo dentro das corporações. As melhores práticas mostram que ações desfocadas e desencontradas podem, quando muito, ser consumidoras de muito investimento e pouquíssimo retorno.

Uma ferramenta, por mais inteligente e bem customizada que seja, jamais será capaz de mudar a história de produtividade, controle e desempenho das empresas. Ela precisa, obrigatoriamente, de pessoas que colocarão em suas bases informações que, processadas de maneira consistente e continua, irão gerar uma importante fonte de decisão e controle.

Se os processos não levarem para as pessoas treinamento e uma maneira otimizada de fazer as coisas, de pouco contribuirá para melhoria do desempenho e produtividade e, consequentemente, irão produzir uma base de informação desqualificada para as ferramentas.

Finalmente: é claro que a tecnologia, tanto de ferramenta como de processos, sem pessoas comprometidas e focadas, jamais irão gerar sucessos de maneira isolada. As corporações precisam entender que não basta investir milhões em ferramentas e processos e acreditar que apenas com isso as pessoas estarão focadas e resultarão em melhoria da produtividade e redução de despesas.

É impossível imaginar que sem o tripé pessoas, processos e ferramentas as empresas possam ter sucesso. É preciso investir nas pessoas, em sua qualidade de vida e profissional para que elas possam gerar o aumento da produtividade que se espera, reduzindo desperdícios e, consequentemente, aumentando os lucros das empresas, suportadas pelas ferramentas e orientadas pelos processos.

Alberto Marcelo Parada, formado em administração de empresas e análise de sistemas, com especializações em gestão de projetos pela FIAP. Já atuou em empresas como IBM, CPM-Braxis, Fidelity, Banespa, entre outras. Atualmente integra o quadro docente nos cursos de MBA da FIAP, além de ser diretor de projetos sustentáveis da Sucesu-SP.

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