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O que esperar da nova geração de relógios inteligentes

Postado em: 12/03/2014, às 17:25 por Flavio Amaral

Se tem uma coisa que iremos ver bastante em 2014 é a proliferação de relógios inteligentes. Fazendo parte do grupo da "Internet das Coisas", os relógios inteligentes vieram para monitorar as atividades do dia a dia, sejam elas o nosso trabalho e/ou as nossas atividades esportivas, gerando relatórios detalhados do que fazemos. Esses pequenos computadores também podem auxiliar na árdua tarefa de acompanhamentos de dietas e/ou de planos de atividades esportivas. Sendo um grande usuário dessa tecnologia, escrevo aqui os recursos que desejaria que fossem implementados nas próximas gerações desses produtos.

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A Inteligência

Durante uma viagem que fiz recentemente, um grupo de amigos se reuniu para jantar e alguns deles combinaram de correr cedo no dia seguinte. Queria que o meu relógio inteligente fosse capaz de compreender comandos de voz para entender o percurso, distância e tempo que queríamos correr. Com base na localização, traçar o mapa com o grau de dificuldades assim como também informar as condições meteorológicas do local na data escolhida.  Fazer isso não está tão distante, pois todos esses recursos que falei já estão disponíveis, sendo necessário "apenas" juntá-los. Aí sim teríamos relógios realmente inteligentes.

Faço parte de um grupo de corrida e recebo semanalmente o meu treino por e-mail. O relógio inteligente deve ser capaz de receber isso automaticamente via o website e o professor receber um relatório pouco tempo depois do treino com o resultado do mesmo para ver como nosso corpo está respondendo e evoluindo com a atividade esportiva. As próximas gerações de relógios serão capazes de reconhecer os dias que normalmente fazemos atividades esportivas e nos avisar sobre as condições meteorológicas e as atividades a serem feitas.

Os relatórios gerados após as atividades deverão ficar mais interligados com os equipamentos que medem nossa massa e serem capazes de gerar tendências e recomendações sobre ganho ou perda de gordura, massa etc.

Nossos nutricionistas e médicos terão acesso a esses dados e poderão acompanhar de perto como as recomendações de atividades esportivas e alimentação estão sendo seguidas.

A parte Social

Todos os novos dispositivos eletrônicos acompanham sua própria rede social com as pessoas adicionando seus amigos e mostrando seus dados. Contudo, esta parte deve ser pensada com cuidado pelas empresas. Os usuários enxergam a saúde como algo muito particular e não querem que seus dados de batimentos cardíacos, massa, percursos percorridos e tempo fiquem disponíveis por aí sem restrições. Marcar corrida com amigos é uma coisa, deixar que eles olhem como anda nossa saúde é outra bem diferente. Este tipo de informação só deve estar disponível para quem realmente precisa ter acesso. Proteger bem esses dados deve ser uma filosofia dessas empresas ou as pessoas podem ficar relutantes em adotar essa tecnologia.

Quem pode Sair Na Frente ?

Ainda não temos um relógio que una todos os recursos hoje existentes em diferentes dispositivos, mas há rumores que algumas empresas estão planejando lançar um que realmente cause impacto no mercado. Os dois principais sistemas operacionais de celulares já possuem os recursos de mapas e reconhecimento de voz. Falta a parte ligada ao corpo como a monitoração de batimentos cardíacos. Muita gente já fala que a Apple está trabalhando no seu iWatch e espera-se que o memso seja lançado em algum momento de 2014. A Apple vem adiando este lançamento talvez para causar um grande impacto e unir o maior número de recursos possíveis, mas vamos ver.

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A Samsung já lançou um relógio inteligente com o sistema Android embutido. O mesmo já possui recursos como reconhecimento de voz e informa a previsão do tempo, mas não possui nenhum recurso de acompanhamento de atividades esportivas nem GPS. Mas isso pode mudar rápido.

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Que Recursos Faltam

Dos relógios e dispositivos que uso, existem recursos que acho importantes, mas que não existem. Como exemplo cito os gráficos de tendências, que podem apontar ganhos de condicionamento físico quando evoluímos nas atividades esportivas, ou ganho de massa quando deixamos de fazê-las e nos alimentamos mal. Gráficos com tendências e alertas poderiam ajudar muito a quem busca manter a saúde, principalmente em épocas festivas como o fim do ano, que duram um mês inteiro de solenidades. Os alertas poderiam ser específicos como: "volte a fazer esporte, pois está ganhando massa" ou "seu percentual de gordura está aumentando, preste atenção na alimentação". Com a coleta de dados durante o uso, o relógio e os algoritmos de análise já nos conhecem o suficiente para saber quantas calorias queimamos durante uma hora de corrida e quanta massa perdemos, portanto, fica muito fácil fazer recomendações inteligentes informando quantas horas e quantos dias de corrida temos que fazer para recuperar a forma. Tudo isso é fácil de ser feito, pois não precisa ser implementado no relógio que é apenas um coletor, mas na app do celular ou website, podendo ser feito de forma rápida.  Já Kalina Masset, mestre em fisiologia do exercício, visualiza dois recursos que seriam revolucionários:

  • Um sensor para medir lactato sanguíneo. A importância de se medir esse componente, é que ele indica a capacidade que tem um indivíduo de resistir a intensidades extremas. Esse recurso é mais indicado para as atividades que envolvem capacidade anaeróbia a qual é a capacidade que o organismo tem de liberar energia sem a participação do oxigênio. Isto envolve exercícios físicos em que a intensidade seja alta o suficiente para que a duração não seja grande. Ou seja, um tiro de alta velocidade, um levantamento de peso com cargas altíssimas que você não consiga levantar mais de 6 vezes.
  • Um medidor de pressão arterial.

Veremos muitas novidades nesta área em 2014, e vai ser mesmo o ano de vermos relógios realmente inteligentes. Vai haver muitas opções com uma infinidade de recursos, mas no longo prazo, poucos terão o mesmo fôlego de competir com os grandes players do mercado.

Flavio Amaral é graduado em ciências da computação pela UFRN e possui mestrado em engenharia elétrica pela UFRN. Desde 1994 trabalha com internet e acompanhou a evolução da mesma do mundo acadêmico para o comercial e do dial-up para a banda larga.

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