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Projeto piloto de telemedicina em Sergipe melhora qualidade de atendimento aos pacientes

Postado em: 13/04/2015, às 15:29 por Redação

A Cisco divulga o relatório sobre os resultados do projeto piloto de Telemedicina que oferece assistência médica a crianças carentes em Sergipe. Intitulado Connecting Brazil's Children to a Healthier Future. Ele aponta que a telemedicina não só ajuda a melhorar a qualidade do atendimento aos pacientes, mas também reduz a necessidade de viagem das famílias que moram em áreas remotas até médicos especialistas.

A Cisco lançou o projeto piloto em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e outros parceiros-chave em duas cidades rurais, Tobias Barreto e Lagarto, em 2014. O piloto é parte do programa global de responsabilidade social da Cisco Connected Healthy Children.

De acordo com o novo relatório, o Brasil tem uma carência de médicos especialistas em áreas remotas. Com a ausência desses profissionais fora das principais cidades do país, pessoas que vivem nas áreas rurais não têm muito acesso a assistência médica especializada. Outro desafio é que os especialistas que vivem em áreas afastadas têm acesso limitado a tecnologias de colaboração, o que pode impossibilitar uma conexão virtual entre médicos, para a troca de conhecimento ou discussão sobre um caso.

Mesmo com esses desafios, 40 pacientes tiveram a possibilidade de aproveitar o benefício de consultas por telemedicina, em um primeiro momento. De acordo com o relatório, o programa está pronto para receber mais consultas e será expandido para atender centenas de pacientes em 2015.

"Os resultados desse novo relatório nos mostram que levar a telemedicina para Sergipe tornou viável o que antes parecia impossível. A Cisco orgulha-se de ajudar a trazer assistência pediátrica para o Estado através de sua tecnologia de telemedicina. Dessa forma, crianças podem ter mais acesso à assistência médica de qualidade e ser melhor diagnosticadas", afirma Brantz Myers, gerente sênior para as Soluções Globais de Saúde da Cisco Corporate Affairs.

"Um dos papeis de uma universidade pública, no Brasil, é voltar seu olhar para as questões sociais, avaliá-las e buscar soluções para enfrentá-las. Essa contribuição com o desenvolvimento social só é possível quando o conhecimento científico organizado dentro das salas de aula se coloca à disposição da comunidade. Acreditamos que o alcance de nossas ações tem se multiplicado por meio da parceria que construímos com a Cisco, pois estamos conseguindo enfrentar dificuldades históricas de nossa sociedade com o auxílio da tecnologia", diz Angelo Antoniolli, reitor da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Resultados preliminares da pesquisa:

Para realizar a pesquisa, a Cisco entrevistou cerca de 30 pacientes sobre suas experiências com o sistema de telemedicina. As principais conclusões do relatório são:

  • 100% dos pacientes entrevistados disseram que estavam satisfeitos ou muito satisfeitos com a consulta virtual.
  • 93% dos pacientes que participaram de consultas virtuais acharam a experiência efetiva.
  • 96% dos pacientes afirmaram que o uso da tecnologia em consultas reduziu a necessidade de viagem até a assistência especializada e que os gastos das famílias reduziu devido ao uso de Telepresença na clínica.
  • 92% dos pacientes concordam que o uso da Telepresença da Cisco na clínica local melhorou a qualidade do atendimento e recomendariam a Telemedicina a outros membros da família.

Diminuindo o gap na assistência médica infantil

A Cisco determinou que o Brasil seria uma boa escolha para a implementação do Connected Healthy Children. Esse programa, que já obteve sucesso em pilotos nos Estados Unidos e na província chinesa de Sichuan, usa tecnologia para melhorar a acessibilidade e a qualidade dos cuidados pediátricos, enquanto também incentiva a colaboração entre as especializações médicas. Depois de uma avaliação rigorosa, o Estado de Sergipe foi selecionado como um local adequado para o programa.

O piloto do programa Connected Healthy Children – Brasil será concluído oficialmente no fim de abril e depois será assumido pela Universidade Federal de Sergipe, que ficará responsável por implantar a produção e supervisionar o progresso do programa.

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