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Nova era para hotéis e hóspedes

Postado em: 14/12/2015, às 19:42 por Rodrigo Pistori Pivetti

O setor hoteleiro do Brasil passa por um momento decisivo. Impulsionados por eventos internacionais como a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, os hotéis se deparam com o novo perfil de hóspede. Assim como o novo consumidor, que chega a uma loja física apenas para ver um produto de perto, pois já o conhece em detalhes pelas informações na web, o hóspede atual é muito mais exigente em relação aos serviços e instalações dos hotéis. Impossível, então, negar a necessidade de renovação do parque hoteleiro instalado no país, principalmente de sua infraestrutura tecnológica.

Seja a passeio ou a negócios, já não conseguimos pensar em nos hospedar onde não exista disponibilidade de acesso à internet. "Qual é mesmo a senha do Wi-Fi?" é a pergunta frequente dos hóspedes. Em média, cada hóspede carrega consigo no mínimo dois dispositivos. Por exemplo, um celular e um computador ou tablet. Imagine a demanda de acesso à internet e conteúdo gerado por uma "família padrão" de quatro pessoas numa viagem? Portanto, a tecnologia passou a ser um item determinante na escolha por uma hospedagem. O nível de satisfação define o retorno ao hotel e a indicação para amigos.

Os "hóspedes de hoje" são grandes consumidores de tecnologia. Porém, apenas 87% estariam dispostos a pagar pelo serviço de acesso, segundo uma pesquisa realizada pela Hosteltur. Portanto, além da preocupação com acomodações modernas e confortáveis, o setor hoteleiro está trabalhando para reinventar sua TI (tecnologia da informação) e prover um serviço de qualidade sem repassar o custo da infraestrutura ao cliente. Entretanto, esta dificuldade pode ser tornar uma oportunidade para oferecer novos serviços, gerar economias e receitas.

Com tamanha expectativa dos clientes, a prestação de serviços baseados em dispositivos móveis é uma das prioridades. Neste aspecto, os CIOs do setor estão buscando tecnologias que permitam otimizar sua infraestrutura como, por exemplo, utilizar tecnologia IP para unir os serviços de telefonia e internet numa única rede; adquirir ativos de rede sem fio mais robustos, que permitam maior cobertura e qualidade de serviço; e já investem no desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis que disponibilizem serviços de comodidade do hotel, softphone, check-in etc.

Além da tecnologia, o setor tem buscado modelos de negócio adaptáveis ao contexto de ocupação e sazonalidade, que são realidade do setor. Nesse aspecto, soluções baseadas em Cloud (computação na nuvem) têm sido uma opção interessante, pois permitem o pagamento por uso.

De acordo com a sétima edição do Panorama da Hotelaria Brasileira – publicação anual da HVS/ HotelInvest que analisa o desempenho do setor hoteleiro nas principais capitais brasileiras –, mesmo diante de cenário econômico desfavorável, os planos de investimentos permanecem. Houve ligeira queda na ocupação de hotéis em 2015 – em relação a 2014 – mas há expectativas de manutenção dos índices de oferta, demanda e ocupação.

Segundo previsão do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil, o setor planeja investir R$ 12,8 bilhões até 2020. Certamente a infraestrutura para prover recursos tecnológicos terá uma participação significativa nesse total. Hotéis e seus fornecedores de tecnologia estão atentos aos conceitos como "e-concierge applications". Ou seja, uso de smartphones e tablets para acesso a serviços. Muitas franquias já trabalham na adoção de aplicações customizadas visando tal diferenciação. Já existem soluções que oferecem serviços como softphone (ramal do quarto no smartphone), serviços de conveniência como cardápio, carta de vinhos, integração com automação para acionamento de cortinas, TV, iluminação, despertador e outros itens dispon íveis no quarto.

Para se evitar frustrações e preservar investimentos anteriores em tecnologia, é primordial que o pessoal da TI opte por sistemas abertos e soluções de operação simplificada. A opção certa por soluções de infraestrutura com design inovador pode representar redução de 60% do custo de instalação – o que, em tempos de crise, é uma economia e tanto!

Rodrigo Pistori Pivetti, communications sales developer da Alcatel-Lucent Enterprise Brasil.

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