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Carros conectados: uma viagem de milhões de dados

Postado em: 18/10/2017, às 20:03 por Andre Mattos

Viajar no tempo é sempre uma aventura, ainda mais se você for um comprador de veículos. Imagine-se um usuário tradicional, da década de 50, por exemplo, diante dos veículos que são produzidos hoje. Apesar da mudança do design, aumento da segurança e velocidade, o carro básico permaneceu essencialmente o mesmo por mais de cinquenta anos. Porém, na última década, houve uma grande revolução tecnológica.

Tanto é assim que a empresa de consultoria global PwC já prevê que as vendas anuais das tecnologias de carros conectados triplicarão para € 122,6 bilhões até 2021. A tecnologia conectada causa uma enorme disrupção nos veículos. Durante muito tempo, os avanços na tecnologia foram evolutivos: de rádios para toca-fitas e aparelhos de CDs, vidros automáticos, e assim por diante. Mas a capacidade de transmitir e receber dados foi um divisor de águas e é realmente a base do carro conectado de hoje.

Para essa conectividade existir era preciso contar com os cartões SIM, mas os tradicionais não foram desenvolvidos para suportar o ambiente adverso de um motor de carro. Só recentemente, com o On top of, o conceito de embarcado, através de uma solução de Subscription Management, passou a ser viável a ativação e o gerenciamento remoto da linha que for ativada no sim card do carro (eSIM), sem que haja a necessidade de uma troca física do SIM Card instalado na linha de produção dentro da fábrica. Com isso, as montadoras puderam realmente avançar.

Esses avanços levaram a uma realidade que o nosso usuário dos anos 1950 nunca poderia sonhar: carros com telas sensíveis e grandes como as de um tablet dominando a cabine, oferecendo acesso a mapas de trânsito em tempo real, rotas inteligentes, transmitindo qualquer tipo de entretenimento para as telas pessoais dos passageiros e todas as formas de comunicação eletrônica.

São justamente tecnologias como essas que permitirão maior comodidade para os motoristas, como, por exemplo, ser direcionado automaticamente para um estacionamento gratuito ou fazer transações financeiras automatizadas ao entrar em uma rodovia com pedágio ou parar para abastecer. Conectar carros à nuvem significa que seus dados podem ser transmitidos do carro em tempo real. As seguradoras têm usado aplicativos para smartphones como uma forma de rastrear o comportamento de um motorista nas ruas (velocidade média, aceleração etc) e usar essas informações para ajustar os prêmios.

À medida em que os carros se tornam mais conectados, esses dados podem vir diretamente do veículo – abrindo uma nova era no atendimento ao cliente. Fabricantes como a Tesla estão usando dados de clientes para melhorar a compreensão sobre como os carros funcionam ao longo do tempo e para dar atendimento personalizado ao cliente com base em seus hábitos pessoais.

Outros dados do usuário podem ser acessados pelo carro para oferecer diversos serviços personalizados. Os passageiros podem, por exemplo, acessar automaticamente listas de reprodução de música ou assinaturas de serviços de transmissão de entretenimento durante seus deslocamentos. Os carros também podem se comunicar com outras tecnologias inteligentes que você tem em casa como, por exemplo, para desligar o sistema de alarme quando você já estiver chegando.

A disrupção não vem apenas de fabricantes, mas de serviços que não existiam antes como Uber e Lyft, que rapidamente revolucionaram o transporte sob demanda. Hoje, em qualquer cidade do mundo, um motorista pode chegar até você em instantes com um simples toque no seu smartphone. Mais do que isso, falta pouco para que os veículos totalmente autônomos sejam uma visão corriqueira em nossas estradas. Há testes entre fabricantes tradicionais e gigantes da tecnologia, como Apple e Google, com carros e caminhões de entrega que podem navegar com segurança de um ponto A até um ponto B.

Os carros totalmente autônomos exigem comunicação contínua de veículo para veículo (V2V) para permitir transmitir sua posição e velocidade de modo a evitar colisões, enquanto o radar de bordo, sensores ópticos e laser possibilitam reações rápidas – até mais do que as humanas – a obstáculos ou mudanças repentinas no percurso. Os carros também precisam se comunicar com outras infraestruturas rodoviárias, como os sinais de trânsito – a conhecida comunicação V2X. Na prática, tudo dependerá das tecnologias ao redor da rede 5G que ainda estão sendo desenvolvidas e que terão potencial de conectar um número quase infinito de objetos de baixa largura de banda, como os milhares de carros que se deslocam nas estradas conectadas.

Há ainda muitos outros desafios a superar antes que a condução totalmente autônoma possa se popularizar – especialmente a segurança. Problemas como, por exemplo, a interceptação de dados, rastreamento do uso do veículo ou até mesmo a invasão destes automóveis para assumir o controle ou roubá-los, precisam ser avaliados e superados para tornar as pessoas mais confiantes em sua segurança.

Mas se a tecnologia sem motorista puder ser alcançada em escala, haverá menos acidentes, menos congestionamentos e os carros poderão otimizar seu uso para causar menos danos ambientais. Enquanto isso, os passageiros poderão passar o tempo todo em uma longa viagem sentados num cinema móvel ou realizando uma reunião de negócios numa sala de reuniões móvel. E que impactos tudo isso teria – ou terá – para a economia, para os fabricantes de veículos ou para os gestores de frotas? Só viajando no tempo para saber!

Andre Mattos, diretor comercial, Mobile Services e IOT da Gemalto Brasil.

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