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Modelos de Investimentos de TI

Postado em: 22/02/2016, às 22:44 por Alberto Parada

Há não muito tempo os investimentos em TI eram vistos como despesas pela alta administração, quando uma determinada estrutura chegava ao seu limite muitas vezes indisponibilizando sistemas, só então as verbas na maioria das vezes justas eram aprovadas para a aquisição de novos equipamentos, não se pensava em crescimento vegetativo e capacity performance era algo inimaginável.

A velocidade com que a tecnologia avançou nas últimas décadas e a dependência cada vez maior das áreas de negócio fez surgir uma nova visão sobre a área de TI e sua relação com a empresa, o que era despesa transformou-se em investimento e o que eram sistemas de apoio a venda e produção, transformaram-se em diferencial competitivo capaz de definir a sobrevivência ou não de uma empresa.

O mercado ficou tão competitivo e dependente de TI que recentemente foi necessário a criação de um novo conceito para conseguir atender as necessidades das empresas, o que foi chamado conceitualmente TI Bimodal dividindo TI em duas, uma responsável por entregar serviços, e uma outra apelidada de TI oportunista que estaria pronta para aproveitar novas oportunidades.

Como a capacidade de investimento das empresas é limitada a necessidade de aumentar os acertos e diminuir os erros e desperdícios tornou-se vital, assim novos conceitos de investimentos foram criados baseados em três pilares:  Fear, Fact and Faith, que em português quer dizer: medo, fato ou fé.

As decisões de investimentos feitos com base em fear, ou seja, por medo, tem como princípio manter o negócio funcionando, pode significar atualizar uma infra-estrutura, atender uma determinada lei ou regulamentação, por uma necessidade da segurança da informação. Nesse tipo de investimento seu maior objetivo não é ter o retorno do investimento e sim garantir a posição comercial atual.

Os investimentos com base em fact, ou seja, no fato tem o objetivo financeiro muito bem definido e obviamente busca um retorno sobre o que foi despendido, para isso investe-se em aumento de produtividade, um novo produto que irá alavancar a empresa no mercado, reduzir custos com processos, são criteriosamente estudados e financeiramente planejados, diferentes dos investimentos realizados no medo.

Por fim os investimentos baseados em faith, ou seja, na fé, são apostas feitas pela alta administração com objetivo de dar um salto e conquistar um mercado inexplorado ou deslocar um concorrente. Com um nível alto de incerteza utiliza-se de técnicas sofisticadas e pesquisas, ambas procuram entender o que o mercado gostaria de consumir no futuro.

Por mais que os modelos avancem e o mercado torna-se cada vez mais competitivo as empresas demonstram que ainda na sua maioria utilizam-se de práticas baseadas em medo e fatos para fazer seus investimentos em TI, nota-se que investimentos baseados em fé na maioria das vezes são realizados quando a única alternativa que a empresa tem para se manter viva é a fé.

Alberto Parada, co-fundador do Descomplicado Carreiras (Sistema de orientação de carreira), Colunista e Palestrante especializado em carreiras, atua há mais de 25 anos como executivo no mercado de tecnologia em empresas como: Sênior, IBM, Capgemini, Fidelity, Banespa, e mais de 12 anos como Professor Universitário no Lassu-USP FAAP e FIAP. Formação em administração de empresas e análise de sistemas, com especialização em gerenciamento de projetos e mestrando em Gestão de Negócios pela FIA, voluntário no HEFC hospital de retaguarda para portadores de Câncer.

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