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Ser Digital é uma questão de sobrevivência!

Postado em: 17/07/2015, às 18:13 por Roberto Coelho Jr

Em um mundo de constantes mudanças e acirramento da competição, fazer o melhor já não é mais o suficiente. É imperativo fazermos diferente. O livro "A Estratégia do Oceano Azul" (Chan Kin, W. and Mauborgne, Renée, 2005) teoriza e exemplifica claramente a importância de evitarmos navegar num oceano vermelho, onde há uma batalha frenética, competitiva e sangrenta. Para isso, se diferenciar é algo mandatório.

Segundo um estudo publicado por Richard Foster, algumas empresas jovens possuem maior valor de marcado do que empresas centenárias. Este estudo também mostra que apenas 13% das empresas listadas no ranking Standard & Poors de 1958, permaneciam nele em 2011. O estudo prevê que em 2027, 3 em cada 4 empresas não estarão mais no ranking e darão lugar para empresas que sequer existem hoje.

Ao analisarmos o que as organizações de destaque no ranking supracitado possuem em comum, notamos que elas já nasceram digitais, se transformaram ou estão se transformando digitalmente.

Ser digital não significa apenas conhecer ou utilizar tecnologia. Empresas digitais são inovadoras, ágeis, flexíveis, aprendem rápido e combinam estrategicamente seus negócios e produtos com a tecnologia, incrementando ou criando modelos de negócios totalmente novos ou disruptivos, desafiando empresas e modelos estabelecidos.

Facebook, WhatsUp, Waze, AirBnb, Uber, Netflix, Amazon, Google, Apple e Microsoft são exemplos claros de que a digitalização já não é mais  um tema  estratégico e sim uma questão de sobrevivência.

E como o mercado está reagindo a esse fenômeno? Ainda há muito a ser percorrido. Recentemente, um dos mais respeitados meios de comunicação para a área de Tecnologia, publicou uma série de dados interessantes. O artigo informa quais foram as especializações, dentro da área de TI, mais demandas pelos CIOs em 2014.

Na lista temos desenvolvedores de aplicativos móveis, gerentes de projeto, administradores de banco de dados, analistas de segurança e governança, analistas de help desk e suporte, desenvolvedores web, analistas de big data, analytics e redes.

Ao analisar essa lista, notamos que o foco da TI ainda é muito operacional. Obviamente que precisamos manter a empresa funcionando, mas isso não é mais suficiente.

Estratégias e áreas dedicadas a inovação digital, bem como funções consideradas importantes para liderar e conduzir essa mudança ainda possuem baixa atenção. Profissionais como arquitetos empresariais, cientistas de dados, analistas de negócios digitais, analistas de inovação e Chief Digital Officers ainda são raridade em grandes empresas.

Adicionalmente, tanto a consumerização da tecnologia, quanto a incapacidade da área de TI de ajudar as empresas e executivos de negócio a se tornarem digitais na velocidade requerida pelo mercado, estão provocando mudanças significativas no comportamento das áreas de negócio.

Por exemplo, 88% dos CIOs dizem que seus pares na organização já compram serviços de TI sem sua ajuda. O mesmo estudo mostra que 40% do orçamento de TI não está mais na mão do CIO. Algo precisa mudar e rápido.

A questão que fica é: como podemos começar a contribuir para a digitalização das empresas?

O primeiro passo é por nos tornarmos digitais. Temos hoje uma grande quantidade de conteúdos relevantes sobre o tema, assim como empresas especializadas que podem nos ajudar a detectarmos oportunidades dentro desse ecossistema. Estudar exemplos e casos de sucesso também pode auxiliar-nos.

O próximo passo é começar a divulgar e a compartilhar essas informações com nossos pares e colegas de trabalho, para que novas discussões apareçam. É importante discutir bem o tema e conseguir apoio da alta administração e dos líderes da organização.

Algo que têm se mostrado uma boa prática é a criação de uma área estruturada e totalmente separada da operação e com pessoas que possuam as características necessárias para liderar a transformação digital. É importante que essa área tenha contato com a operação, porém com cuidado e parcimônia.

Outra alternativa que têm sido muito utilizada, por questões de agilidade e rapidez na aquisição da competência digital é a busca por inovação fora das empresas, utilizando-se técnicas de open innovation. Por exemplo, empresas estabelecidas podem utilizar empresas especializadas em detectar Startups e Talentos Digitais de acordo com o setor e momento da organização.

Essas consultorias também ajudam a organizar competições e seleções de inovação digital que podem ajudar a resolver problemas previamente especificados pelas empresas estabelecidas.

Sendo assim, temos diversas alternativas para iniciarmos ou agilizarmos a mudança digital em nossas empresas. É uma questão de sobrevivência. Que tal começar essa jornada agora mesmo?

Roberto Coelho Jr. é CEO da Inovive. Foi CIO da DELL para América Latina e da KPMG. É Certificado em Inovação e Empreendedorismo pela Stanford University.

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