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Como se conectar a ecossistemas digitais para uma maior colaboração e inovação

Postado em: 17/10/2017, às 21:37 por Eduardo Carvalho

À medida que a ruptura digital torna-se mais disseminada, as organizações têm que acompanhar o ritmo das novas tecnologias e modelos de negócios para sobreviver. Para permanecerem viáveis para os clientes, as empresas estão fazendo tudo o que podem para proporcionar uma experiência ideal ao usuário — aquela que mantém as interações que são imediatas e eminentemente práticas, envolve o usuário e incentiva mais encontros com a marca. Para alcançar esse estado desejado, que está se tornando rapidamente obrigatório na economia digital, as empresas precisam entrelaçar os processos de negócios, não só internamente, mas também externamente, com parceiros e clientes. O resultado é uma transformação da cadeia de valor, de uma forte integração vertical e proprietária a acordos de oportunidade que transcendem regiões geográficas e fusos horários. Os negócios que puderem alavancar esses ecossistemas digitais emergentes irão prosperar. Se eles fizerem isso de forma correta, também irão se beneficiar de modelos de negócios totalmente novos e dinâmicos por meio da interconexão B2B direta e segura.

O desafio da interconexão B2B

Atender às expectativas de experiência do usuário está se tornando mais difícil. À medida que elas continuam a subir, os vetores da economia digital lançam uma variedade de pedras no caminho. Um número crescente de usuários, dispositivos, locais e dados, junto com demanda por envolvimento e execução em tempo real, agora são requisitos para o sucesso. Esse nível de performance digital requer conexões B2B entre parceiros, clientes e suporte de serviços de cloud.

Essas conexões têm sido feitas geralmente por meio da internet pública ou de redes MPLS corporativas. Há vários problemas com essa abordagem, entre os quais o risco de segurança. Além disso, trocas de dados relevantes de backhaul para data centers centralizados por meio de redes inerentemente lentas e congestionadas são caras. Também leva muito tempo para configurar conexões entre várias pessoas, locais, clouds e dados. Mais crítico, no entanto, é o fato de que simplesmente adicionar conexões a múltiplas partes não gera escala. Para que os ecossistemas de negócios floresçam, eles precisam estar interconectados — ou seja, conectados em proximidade, de maneira que formem mercados densos em locais geográficos estratégicos. É essa proximidade que permite conexões diretas com as contrapartes que dispensam totalmente a internet pública.

Benefícios de negócios

Os benefícios da interconexão direta e segura dos ecossistemas de negócios digitais são tão infinitos quanto as possibilidades que eles permitem, como aceleração da produtividade por tempo e redução de custos, impulsão da velocidade de cloud, expansão do negócio e maior segurança B2B.

A interconexão oferece a agilidade, a performance e a segurança necessárias para os negócios digitais. Mas talvez ainda mais profundos são os ricos ecossistemas que ela gera. Esses ecossistemas reduzem as barreiras para entrar na ativação de novos mercados e ampliam os benefícios e recursos de negócios para parceiros e clientes, no que equivale a um ciclo virtuoso de feedback. Por exemplo, conforme as trocas de serviços financeiros atingem transações e escala de negócios digitais de velocidades cada vez maiores, com latência ultrabaixa e menor custo, mais empresas de serviços financeiros juntam-se ao ecossistema para inovar e criar novas soluções, atraindo mais clientes, e assim por diante. Também vemos esse tipo de presença em andamento entre os provedores de cloud e outros ecossistemas de setores (por exemplo, cuidados de saúde, mídia e entretenimento, publicidade on-line).

A escolha crescente de parceiros dentro de ecossistemas digitais significa que os agentes podem trocar de parceiros arbitrariamente, aproveitar múltiplos parceiros para dimensionamento ou habilitar cenários de recuperação de desastre. Além disso, em uma economia cada vez mais colaborativa, uma maior interligação capacita os clientes a fazerem mais que apenas consumir conteúdo, também os habilita a produzi-lo e a distribui-lo. Isso é claramente evidenciado por outras empresas de plataforma que também utilizam ecossistemas, como Ubers e Airbnbs do mundo. As oportunidades de crescimento são muitas e são muito consistentes.

Eduardo Carvalho, presidente da Equinix no Brasil.

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