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Phygital: um link entre o físico e o virtual

Postado em: 24/02/2015, às 20:39 por Alexandre Kulpel

Durante a revolução da informação, os computadores e a informática tornaram-se cada vez mais presentes no dia a dia. Como consequência natural, várias atividades corriqueiras migraram do mundo físico para o digital. Hoje, vamos inverter essa tendência explicando o fenômeno que ganha cada vez mais força: o phygital. Phygital é a convergência, não apenas semântica, do físico com o digital. O neologismo foi criado para capturar essa nova etapa da revolução tecnológica, que é gerar situações em que as interações entre pessoas, ideias e conteúdos, não estejam mais presas apenas ao mundo físico ou digital, mas transitando com naturalidade entre os dois universos. O exemplo mais fácil para visualizar a ideia é o sistema bancário e financeiro. Vejamos: você saca dinheiro em uma agência física, agenda pagamentos via agência virtual (pela internet) e tem uma gama ampla de canais (físicos e digitais) pelos quais se comunica com seu banco. Certo, dá para entender a ideia, mas como explorar todo o potencial que essa nova tendência traz? Antes de responder a esta pergunta, é preciso entender um pouco melhor o phygital…vamos lá?

Navegando na internet já é possível encontrar sites que se dedicam a discutir temas, conceitos e manifestações do phygital. Sites como The Phygital e PhygitAlien reúnem vários exemplos de fenômenos 'phygitais' do nosso dia a dia: uma Polaroid que imprime fotos e também as posta no Instagram, uma impressora 3D que cria objetos reais a partir de arquivos em um computador, um traje eletrônico que induz no leitor sensações relacionadas às paginas que ele lê e um supermercado que colocou a primeira gôndola virtual no Brasil em uma estação de Metrô; são todos exemplos de como está cada vez mais tangível e próximo de nós o diálogo entre o mundo digital e o físico, e de como somos parte disso.

Para refletir sobre como aproveitar melhor as oportunidades criadas pelo fenômeno do phygital e gerar valor em ambos os lados – cliente e empresa (ou marca) – vamos olhar os exemplos de duas marcas bem conhecidas: Moleskine e Amazon. Fabricante dos tradicionais cadernos de capa dura preta, a Moleskine resolveu apostar que os cadernos podem conectar o mundo físico e o digital. O que faz sentido, afinal, quem nunca escreveu de forma rápida e desorganizada, em uma folha avulsa ou no caderno, ideias soltas que depois foram parar em um e-mail ou arquivo de texto? Através de uma parceria com o Evernote (aplicativo para captura de informações e notas digitais), a Moleskine criou um caderno que permite digitalizar as notas escritas em suas páginas diretamente para o Evernote.

O caso da Amazon já é um pouco diferente. Há 15 ou 20 anos, era quase impossível imaginar a possibilidade que as únicas estruturas físicas da Amazon – a qual tem a maior parte de sua operação feita fora do mundo físico – existisse apenas para viabilizar as entregas de pedidos. Até aí ok, nada de muito novo. A novidade é que agora a Amazon resolveu abrir também lojas físicas em busca do equilíbrio entre o virtual e o real, no melhor estilo phygital.

Claro que ainda é muito cedo para dizer até onde, ou como, o phygital irá evoluir, mas existe algo que nunca se desatualiza e nos permite pensar em formas para aproveitar ao máximo o potencial desta nova tendência: a relevância para o cliente. As empresas e marcas que melhor souberem utilizar as novas maneiras de se comunicar e acessar o cliente para prestar serviços e fazer ofertas relevantes, serão precursoras e terão a oportunidade de ajudar a dar forma para as tecnologias, comportamentos e cultura que o phygital está criando. A pergunta que devemos nos fazer é: "quero ser espectador ou influenciador dos movimentos desta nova revolução?". Afinal a 'máquina a vapor da informação' se reinventa dia a dia, minuto a minuto, no mercado de tecnologia.

Alexandre Kulpel, executivo de Negócios da Unear.

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